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Familiares de vítimas do caso Kiss vigiam andamento do processo criminal

27/11/2014
Um ano e 10 meses depois que 242 pessoas morreram por causa do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, cada dia parece pesar mais na lembrança dos familiares. Enquanto indefinições como a limpeza da casa noturna trazem a esperança de que algum pertence do ente querido ainda possa estar intacto, a ausência de uma data para o julgamento dos quatro réus acusados de homicídio faz com que a sensação de impunidade aumente. Pai da estudante de Psicologia Jennefer Mendes Ferreira, que aos 22 anos se tornou uma das vítimas do incêndio, Adherbal Alves Ferreira, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), lamenta que exista, segundo ele, uma rejeição pelo caso. – Santa Maria não tem mais interesse de falar do assunto, quer apagar a história, principalmente o poder público – afirma. Focada em reunir os familiares, buscar justiça e divulgar a necessidade de prevenção para que novas tragédias não ocorram, a associação é responsável por manter viva a homenagem às vítimas todo dia 27. Nesta quinta-feira, um culto ecumênico será realizado na cidade. No mês passado, após retirarem os cartazes com fotos dos mortos para a realização da limpeza interna da boate, os familiares escreveram nos tapumes: "Aqui houve o maior assassinato do Rio Grande do Sul. 27/01/2013. 242 jovens e +- 680 tentativas. E a Justiça? Aqui é Brasil". – A punição só beneficia, porque é uma correção. Se ela não existir, os atos vão continuar se repetindo. Achamos que está demorando demais, vai quase para dois anos. A sensação é de impunidade – comenta Adherbal. Responsável pelo processo da Kiss, o juiz Ulysses Fonseca Louzada garante que o processo está tramitando normalmente e salienta que a prioridade é a retirada das substâncias tóxicas que há 22 meses permanecem dentro da boate. A data para o início dos trabalhos foi adiada de 10 de novembro para 2 de dezembro, por causa de um impasse entre a Justiça e a empresa proprietária do prédio. O advogado da Econn Empreendimentos de Turismo e Hotelaria, dona da edificação, Paulo Henrique Corrêa da Silva, disse no começo do mês que só executaria o serviço depois de ter a autorização oficial do juiz. Por outro lado, Louzada alegou que o procedimento de limpeza foi autorizado há quase um ano, em 2 de dezembro de 2013, e que, após o Instituto-Geral de Perícias (IGP) coletar amostra dos materiais para futuras provas, em 11 de março deste ano, o acesso da Econn ao prédio estava liberado. Passado o desentendimento e atendendo a exigência de aviso com 10 dias de antecedência à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que acompanhará a limpeza, a previsão é de que o serviço comece na próxima terça-feira. – Posteriormente, vamos ver o custo total e cobrar dos antigos locatários – explica o advogado dos proprietários da edificação.
Fonte:ClicRBS

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