Rádio Esmeralda

TEL: (54) 3231.7800 | (54) 3231.2828 (PEDIDOS DE MÚSICAS) | (54) 9 8418.6298 (WHATSAPP)

Compartilhar

facebook twiter google plus linkedin

classificados

Six Interfaces Figueiró Super Util

Região

Hospital de Bom Jesus corre risco de fechar as portas

06/11/2014
Nenhum bom-jesuense nasce na terra natal desde 2012, quando o Hospital de Bom Jesus fechou o bloco cirúrgico para reforma. Todos os nascimentos ocorrem em Vacaria. Engravidar, portanto, é arriscado, já que em situações de emergência é preciso viajar 60 quilômetros. Diante da proibição de realizar partos no Hospital de Bom Jesus, a solução encontrada pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde é fazer o procedimento do lado de fora. É na ambulância, enquanto se dirige ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, de Vacaria. Desde o começo do ano, seis mulheres tiveram bebês nessas condições. Não são apenas os nascimentos que estão prejudicados por lá. A saúde da população dos Campos de Cima da Serra depende exclusivamente do hospital de Vacaria. A crise que se instaurou no começo dos anos 1990 no Hospital de Bom Jesus, que desafogava filas em Vacaria e era referência para São José dos Ausentes e Jaquirana, até hoje não cessou. Um passeio pelos corredores mostra o abandono. Há infiltrações nos quartos, os colchões são velhos e finos. Há dez anos o hospital executava cirurgias e internações, mas hoje quase não recebe pacientes. No dia 21 de outubro, enquanto quase duas dezenas de bom-jesuenses percorreriam 60 quilômetros para serem hospitalizadas em Vacaria, apenas três moradores ocupavam leitos na própria cidade. Para quem mora em Ausentes, a distância chega a 100 quilômetros até Vacaria. O Hospital Nossa Senhora da Oliveira afirma que o número de pacientes de Bom Jesus atendidos na instituição aumentou 15% em relação ao ano passado. A falta de equipamentos e profissionais provoca insegurança entre os 19 mil moradores da região e tira o sono do secretário da Saúde de Bom Jesus, Julio Nagiby Godoi Tessari. — Estou de mãos atadas. Nós pressionamos direção, Ministério Público, Estado. E repassamos verba todo mês, não há mais nada que possamos fazer. Mas o paciente chega no hospital e é levado para Vacaria até para colocar um gesso numa perna — desabafa. Há vagas abertas para enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêutico e médico anestesista. Poucas pessoas se interessam em trabalhar no hospital, segundo a então diretora, Bruna Grazziotin, desligada da instituição no dia seguinte da entrevista ao Pioneiro. Quem responde agora é o administrador hospitalar Juliano Dalsotto da Silva. Bruna admitia que a equipe não tem experiência na função. Para reabrir o bloco cirúrgico, fechado há dois anos depois da reforma, é necessário que os profissionais se qualifiquem e vivenciem a rotina de hospitais maiores, como os de Caxias do Sul. — Os médicos encaminham os pacientes para Vacaria porque avaliam que é necessário. Não podemos interferir na conduta médica. Se não há alguém que saiba colocar gesso, o melhor é o paciente ir para Vacaria — confessou ela. Ainda que a média de atendimentos prestados seja pequena, cerca de 900 por mês, o hospital sustenta déficit de mais de R$ 25 mil mensais. — As pessoas não entendem que precisamos manter o estoque de remédios em dia, a folha de pagamento, as contas — justifica. http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2014/11/hospital-de-bom-jesus-corre-risco-de-fechar-as-portas-4636284.html
Fonte:Pioneiro

Compartilhar

facebook twiter google plus linkedin

Galeria

Comente este post!