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Perda Colorada: Morre Escurinho, ídolo do Internacional dos anos 70

28/09/2011
O ídolo e ex-jogador do Inter Escurinho, 61, morreu nesta terça-feira, dia 27, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre devido a uma parada cardíaca. Desde junho estava internado para tratar sérios problemas de diabete. Há três semanas, ele sofreu a amputação da perna esquerda, acima do joelho. Já havia perdido parte da perna direita, abaixo do joelho, em 2009. Escurinho também lutava contra a insuficiência renal e se submetia três vezes por semana a hemodiálise. Com 11 anos, ele começou sua trajetória nas categorias de base do clube. Foi promovido ao time principal em 1970 após marcar 59 gols no Gauchão juvenil do ano anterior. Em 1974, foi titular absoluto do time que conquistou o hexacampeonato estadual. Em 1978, deixou o Inter e rodou por clubes brasileiros e sul-americanos. Escurinho ficou eternizado como um dos grandes jogadores da história colorada. Decidiu muitas partidas para o Inter marcando gols de cabeça nos últimos minutos. O jogador protagonizou uma das mais belas jogadas da história do clube, ao realizar uma tabelinha de cabeça com Falcão na semifinal do Brasileirão de 1976 contra o Atlético-MG. O ex-atacante foi octacampeão gaúcho e bicampeão nacional no Inter dos anos 70 de Falcão, Figueroa, Manga, Minelli, Claudiomiro e Valdomiro. Em 325 jogos pelo Inter, marcou 107 gols, mais da metade deles feitos de cabeça, sua especialidade. O sepultamento do atleta acontece na tarde dessa quarta-feira, dia 28, Na foto o jogador Escurinho juntamente com o comunicador Betão Carneiro, quando de sua visita a Vacaria em 2008, na oportunidade em que veio ver um jogo do Grêmio Esportivo Glória. Na época, o filho de Escurinho, D’Marcelus jogava no Leão da Serra. Ficha técnica Nome: Luiz Carlos Machado Carreira Internacional - 1970-1977 Palmeiras - 1978 Inter de Limeira - 1979 Coritiba - 1980 Barcelona de Guayaquil (EQU) - 1981 Vitória - 1982 Bragantino - 1983 Caxias - 1984 La Serena (CHI) - 1985 Avenida - 1986 Títulos Campeonato Gaúcho 1970-71-72-73-74-75-76 - Internacional Campeonato Brasileiro 1975 - Internacional Campeonato Brasileiro 1976 - Internacional Campeonato Equatoriano 1981 - Barcelona Guayaquil Morte de Escurinho emociona ex-companheiros de Inter da década de 70: Dadá chorou ao saber da morte do "irmão" Acima de ídolo e grande jogador, um companheiro. Isso era o que marcava Escurinho entre os amigos e ex-colegas. A tristeza com a notícia da morte do ex-craque colorado abalou Dario, conhecido pela alegria. Dadá Maravilha, colega de 1976 no ano do bicampeonato brasileiro, ao receber o telefonema com a notícia, por volta das 19h30min de ontem, terça-feira, dia 27, mudou o tom de voz. O folclórico ex-centroavante, que mora em Belo Horizonte, não havia atendido a ligação, mas retornou assim que viu o celular: “Meu Deus do céu! Eu amava o Escurinho (começou a chorar)... A gente brincava demais. Éramos como irmãos. Que Deus o proteja. Ele cantava e me abraçava. Era lindo ver aquele sorriso dele. Era uma criatura maravilhosa. O meu coração quase parou com essa notícia”, disse ele. Não foi só Dadá quem manifestou o seu pesar pela morte de Escurinho. Rubens Minelli também rasgou elogios ao ídolo. Ex-técnico do clube, responsável por montar a equipe bicampeã brasileira - 1975 e 76 -, lembrou do sorriso marcante do eterno cabeceador colorado: “Sempre foi um companheiro, um amigo, sorridente. Eu lamento profundamente. Jamais vou esquecer dele”. Outro parceiro da vitoriosa década de 70 que prestou homenagens a Escurinho foi Valdomiro. O eterno camisa 7, jogador que mais defendeu o Inter na história, com mais de 800 partidas pelo clube, lembrou da amizade formada e revelou que havia programado uma viagem a Porto Alegre para visitá-lo. Valdomiro falou sobre o talento de Escurinho. Conhecido pela qualidade no cabeceio, para o ex-ponta direita, o craque foi o maior nesse quesito: “Puxa vida! Acho que foi a notícia mais triste que eu recebi. O Escurinho era um irmão, um grande amigo. Eu nunca vi um cabeceador como ele. Nós, torcedores do Inter, sentiremos muito a sua falta”. Se a turma que se acostumou a levantar títulos com Escurinho estava muito triste, Fernando Carvalho foi outro a demonstrar seu pesar pela perda do ídolo. Na época, aquele que se tornou o principal dirigente da história colorada ainda era um torcedor de arquibancada. O presidente campeão da Libertadores e do Mundial em 2006 comentou que aguardava o momento de ver o eterno camisa 14 ser chamado pelo técnico para resolver a partida para o Inter: “Foi um grande ídolo. Um jogador que marcou a década de 70. Ele era pé quente. Sempre esperava ele entrar em campo para decidir”. Escurinho marcou 107 gols em 325 partidas pelo Inter, mais da metade deles feitos de cabeça, sua especialidade.
Fonte:Adelar Gonçalves/Rádio Esmeralda FM - 93,1 Clic RBS

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