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Saiba como os gargalos na infraestrutura emperram o Estado

04/01/2015
Com tecnologia de ponta, o Rio Grande do Sul é um dos destaques em produção de grãos no país. A agricultura de precisão garante desempenho de dar inveja a concorrentes no mundo. A eficiência no campo, que tanto orgulha os gaúchos, vai até a porteira. Da fazenda até o porto, onde a mercadoria é embarcada para outros destinos, 13% da produção colhida se perde. Uma combinação de fatores nocivos – pouco uso de hidrovias, ferrovias desconectadas e estradas esburacadas – contribui para que o alimento produzido no Estado chegue muito mais caro à mesa do consumidor gaúcho. Produtores que ambicionam o centro do país são obrigados a encarar rodovias em péssimas condições porque a extensão da pista do aeroporto Salgado Filho limita o peso da carga que os aviões podem transportar. Menos competitiva frente aos concorrentes, a produção gaúcha enfrenta dificuldade para crescer, a economia não avança, a arrecadação de impostos encolhe e o Estado é obrigado a se endividar mais para conseguir investir, formando um círculo perverso. O nó da infraestrutura, que tanto asfixia o desenvolvimento, é um dos pontos de maior complexidade que o governador José Ivo Sartori tem pela frente. O custo logístico não para de crescer, apontam dados da Agenda 2020 – movimento que propõe o planejamento a longo prazo para o Estado. Em 2013, equivalia a 19,46% do Produto Interno Bruto. Em 2014, deve ter alcançado 19,83%. Ou seja, um quinto do preço de tudo que se paga é em decorrência das más condições de infraestrutura. Nos Estados Unidos, não passa de 8,5%. Na Europa, fica abaixo de 8%. – Conseguir parar o avanço desse custo logístico já seria uma vitória – afirma Paulo Menzel, presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura e integrante da Agenda 2020. Encontrar soluções é uma missão que não caberá apenas ao governador recém-empossado. Parte delas, como implantação de ferrovias e a construção de aeroportos regionais, depende de decisão federal e do empenho da bancada gaúcha no Congresso na busca por recursos. Outras dependem diretamente de escolhas feitas por Sartori e seu secretariado. ZH aborda três pontos considerados prioritários por especialistas na área: estradas, energia e aeroporto. Reduto de algumas das piores estradas do país, o Rio Grande do Sul sofre de um mal que, se continuar como está, tende a piorar: o valor investido em melhorias nas rodovias avança em ritmo muito mais lento do que o necessário. Cálculos do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Rio Grande do Sul (Sicepot-RS) apontam que o nível de investimento para recuperar o atraso das estradas gaúchas e baixar o custo do transporte ao nível de países desenvolvidos seria de pelo menos R$ 1 bilhão ao ano, mais do que o dobro da média anual aplicada na última década. Criada pelo governo Tarso Genro em julho de 2012 como novo modelo de cobrança de pedágio, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) deve perder protagonismo daqui para a frente, já indicou o governador José Ivo Sartori, que fala em apostar em concessões e em parcerias publico-privadas para melhorar as rodovias. A extinção da EGR está descartada. A empresa administra 900 quilômetros de estradas, que estão recebendo R$ 180 milhões em investimentos. Até agora, foram recuperados apenas 324,5 quilômetros. A previsão era de que alcançasse 524 até o fim de 2014 e 579 até março de 2015. Entre as melhorias previstas, está a da ERS-324, que passa por municípios da zona da produção, como Marau e Passo Fundo. Também no Noroeste, a ERS-305 é outro símbolo da má qualidade do pavimento, que causa perdas à economia gaúcha. A rodovia poderia ser utilizada para escoar parte da produção agrícola da região e ser rota de transporte de carga para o centro do país. As condições são tão ruins – e os buracos, tão grandes – que motoristas de carretas são obrigados a desviar do trecho. A saída mais em conta aumenta o tempo de viagem e o gasto com combustível em mais de três vezes. Foco de promessas eleitorais a cada quatro anos, cidades sem acesso pavimentado são outro problema. Pelo menos 72 municípios gaúchos só são alcançados por meio de chão batido. Quando comparada com os Estados do Sul, a situação gaúcha é ainda mais crítica: em Santa Catarina, todas as cidades têm acesso asfaltado. Na comparação com o Paraná, Estado com economia e população semelhante, o Rio Grande do Sul também fica atrás: apenas quatro dos 399 municípios paranaenses ainda não contam com rodovias pavimentadas. Outro dilema emblemático pela frente é a conclusão da ERS-118, uma das principais rodovias da região metropolitana. Com volume de tráfego que chega a 60 mil veículos por dia, a estrada já foi alvo de promessas de pelo menos cinco governos.
Fonte:ClicRBS

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