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Negócios vinculados ao turismo na Capital crescem 80% com a Copa

02/06/2014
A realização da Copa do Mundo não resultou em grandes obras para a Capital, mas deverá ter impacto substancial em outras áreas menos visíveis como economia, qualificação profissional, serviços e hotelaria. A expectativa pela competição ajudou a estimular a abertura de novas empresas em Porto Alegre, principalmente em áreas vinculadas ao Mundial como agências de viagem, restaurantes e locadoras de veículos. O registro de novos negócios relacionados ao turismo aumentou 80% desde a escolha do Brasil como país-sede, em 2007, em comparação com o período anterior à escolha da Fifa. Conforme um estudo realizado pela empresa brasileira Neoway, que compila informações de bancos de dados oficiais, de 2000 a 2007 foram abertas 3.332 empresas em Porto Alegre definidas como agência de viagem, locadora de veículos, restaurante, bar, lanchonete ou hotel. No mesmo intervalo de tempo posterior ao anúncio da Copa (2007 a 2014), esse número pulou para 6.018 — ou 80,6% a mais de novos empreendimentos. O especialista em finanças e gerente da Neoway, Rodrigo Watson, afirma que muitos outros fatores podem estimular ou barrar o registro de novos negócios, como a situação econômica do país e o grau de facilidade para lançar uma empresa — nem toda a elevação detectada pelo levantamento, portanto, pode ser atribuída à competição. Algumas comparações permitem avaliar melhor o legado econômico da Copa em solo gaúcho. De maneira geral, a quantidade de novos empreendimentos no Brasil cresceu nos últimos sete anos em relação ao período anterior a 2007. Porém, entre os setores que mais se desenvolveram estão exatamente aqueles relacionados a uma maior expectativa de receber viajantes: em Porto Alegre, a abertura de empresas em geral, de qualquer tipo, aumentou 52% — quase 30 pontos percentuais abaixo do registrado pelas áreas mais voltadas ao turismo. — Acreditamos que a Copa tem influência nesse desempenho, até porque não ficou mais fácil abrir uma empresa no Brasil. Demora 120 dias e custa R$ 2.038, em média, enquanto no Canadá são necessários nove dias e R$ 315 — compara Watson. É possível, ainda, que projetos que seriam lançados de qualquer forma tenham sido adiantados para aproveitar a presença esperada de mais de 200 mil turistas no Estado. Um dos maiores efeitos da onda de negócios foi a multiplicação de novos bares pelas ruas da Capital, com um acréscimo de 335% no registro de lugares para beber e bater papo. Em seguida, aparecem restaurantes e lanchonetes, com 67% e 66% de aumento na cidade que, se não recebeu grandes obras, se adaptou por conta própria para receber os turistas.
Fonte:ClicRBS

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